Institut Pasteur de São Paulo

Coquetel na Residência da França celebra a cooperação científica franco-brasileira e reconhece jovens pesquisadores

Coquetel na Residência da França celebra a cooperação científica franco-brasileira e reconhece jovens pesquisadores


 

Cônsul Alexandra Mias e diretora do Institut Pasteur de São Paulo, Paola Minoprio, destacam a parceria franco-brasileira em noite que reuniu autoridades e premiou jovens cientistas.

A noite de segunda-feira (20) foi marcada por celebração, memórias e reconhecimento na Residência da França, em São Paulo, onde a cônsul-geral da França, Alexandra Mias, recebeu autoridades, pesquisadores e convidados para um coquetel que selou o primeiro dia do Fórum Internacional “Global Health in Tropical Regions: Perspectives from Latin America and West Africa in a Changing World – French Contributions”. O evento, que acontece até o dia 22/10, é organizado pelo Institut Pasteur de São Paulo (IPSP) e reuniu representantes da França, da Universidade de São Paulo (USP) e da Rede Pasteur.

Em sua fala, Alexandra Mias destacou o compromisso histórico da França com a promoção da saúde como um direito fundamental e com a cooperação internacional em ciência e tecnologia. Ela lembrou que o novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-França, assinado em março de 2024, coloca a colaboração sanitária entre os dois países como prioridade. A cônsul enfatizou também que a criação do Institut Pasteur de São Paulo, sediado na USP, é um símbolo dessa parceria de longa data.

“O Instituto testemunha a confiança e a intimidade intelectual que unem França e Brasil — e São Paulo e a USP, em particular. Ele representa um avanço importante na luta contra as doenças infecciosas e na proteção da saúde pública, em um contexto em que as crises sanitárias são cada vez mais complexas”, afirmou. Mias destacou ainda que a presença do IPSP fortalece a rede internacional de institutos Pasteur, permitindo que a ciência avance “ao serviço da humanidade, com solidariedade e inovação”.

Na sequência, a diretora executiva do IPSP, Paola Minoprio, relembrou a trajetória desde a concepção do instituto, em 2014. Ela descreveu o processo de criação como “uma aventura pasteuriana à brasileira”, marcada por desafios, resiliência e trabalho coletivo. “Foram anos de sonho e teimosia. Fui, ao mesmo tempo, pesquisadora, arquiteta, jurista e até acompanhei a equipe de segurança do presidente Macron durante uma visita ao instituto”, contou, arrancando risos do público.

Minoprio fez questão de reconhecer o papel do professor Luís Carlos Sousa Ferreira, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que coordenou ao seu lado a Plataforma Científica Pasteur-USP — etapa intermediária e decisiva na criação do Institut Pasteur de São Paulo. Ao olhar para o futuro, ela expressou orgulho em ver o Institut Pasteur de São Paulo crescer, se estruturar e se afirmar. Destacou as equipes engajadas e talentosas que compõem o instituto, capazes de responder aos grandes desafios contemporâneos da saúde pública.

Entre os presentes, estiveram Thaís Vieira, diretora da Esalq/USP; Hervé Bourhy, diretor do Departamento de Saúde Global do Institut Pasteur de Paris, que representou o Conselho Científico do IPSP; e o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo, Vahan Agopyan. O evento também contou com a presença de representantes da Embaixada da França, da USP, da FAPESP, da Rede Pasteur, além de pesquisadores do IPSP e participantes da Amazonian School on Global Health.

O coquetel também foi marcado pela entrega de medalhas a três jovens pesquisadores que se destacaram nas apresentações do primeiro dia do fórum. Ana Luísa Moraes Octaviano recebeu o prêmio de melhor pôster, Sávio Zanon foi reconhecido pela melhor apresentação oral e Gabriela Paludo conquistou o terceiro lugar na categoria inovação. O clima de confraternização e reconhecimento marcou o encerramento de um dia que reforçou os laços entre França e Brasil e celebrou a nova geração de cientistas dedicada à saúde global.