Projetos conjuntos, compartilhamento de infraestrutura, intercâmbio e financiamento estão entre as possibilidades discutidas pelas instituições.
O Institut Pasteur de São Paulo (IPSP) e o Institut Pasteur de Montevideo (IPMon) realizaram, em 6 de outubro, uma reunião on-line para avaliar os desdobramentos do encontro científico promovido pelas instituições em setembro e discutir os próximos passos da cooperação. A conversa teve como foco identificar oportunidades de colaboração a partir das conexões estabelecidas durante o evento, com vistas ao desenvolvimento de projetos e iniciativas conjuntas.
Participaram da reunião, entre outros pesquisadores, Caio Franco, Robert Andreata-Santos, Angélica Campos, Mauro Morais, Gustavo Góes e Rúbens Alves, do IPSP, e Marcelo Comini, Carlos Escande, Alícia Costábile, Vanessa Piattoni e Maria Eugenia Francia, do IPMon. O encontro deu sequência ao Pasteurean Scientific Meeting, realizado entre 16 e 18 de setembro, na Universidade de São Paulo (USP), que contou com 33 apresentações de ambas as instituições.
Entre os principais pontos discutidos estão:
· Pesquisas conjuntas: identificação de conexões em áreas como infecções congênitas e parasitárias, vigilância regional em Saúde Única, pesquisa estrutural e translacional em flavivírus, descoberta de novos fármacos e estudos sobre imunidade populacional e ancestralidade.
· Compartilhamento de infraestrutura: proposta de um catálogo conjunto de plataformas científicas, com contatos responsáveis por cada estrutura, para facilitar o acesso a recursos como modelos animais, organoides, bioimagem avançada e triagem de compostos.
· Formação e intercâmbio: possibilidades de visitas de curta duração, treinamento de pesquisadores e equipes técnicas, coorientação de estudantes e realização de cursos e workshops conjuntos.
· Financiamento e inovação: discussão de oportunidades de apoio pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pela National Agency for Research and Innovation (ANII), pela Pasteur Network e por outros mecanismos de cooperação internacional. Andreata-Santos destacou a importância de incorporar a inovação às propostas, aproveitando a experiência dos institutos na descoberta de compostos e no desenvolvimento de tecnologias.
· Próximas etapas: proposta de criação de grupos de trabalho temáticos, com interlocutores dos dois institutos, para avaliar prioridades e desenvolver as possibilidades de colaboração. Também foi levantada a possibilidade da organização de cursos, workshops e treinamentos conjuntos, além de um novo encontro científico presencial previsto para daqui a dois anos.
As propostas serão compartilhadas internamente para receber contribuições das equipes. A definição das ações dependerá dos interesses dos pesquisadores, da disponibilidade de pessoal e recursos e das condições para desenvolver cada iniciativa.